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sexta-feira, 11 de março de 2011

Liturgia 12 de Março de 2 011

Primeira Leitura: Isaías 58, 9-14





DEPOIS DAS CINZAS
(roxo - ofício do dia)

Leitura do livro do profeta Isaías - Assim fala o senhor 9Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; 10se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres, tua luz levantar-se-á na escuridão, e tua noite resplandecerá como o dia pleno. 11O Senhor te guiará constantemente, alimentar-te-á no árido deserto, renovará teu vigor. Serás como um jardim bem irrigado, como uma fonte de águas inesgotáveis. 12Reerguerás as ruínas antigas, reedificarás sobre os alicerces seculares; chamar-te-ão o reparador de brechas, o restaurador das moradias em ruínas. 13Se te abstiveres de calcar aos pés o sábado, de cuidar de teus negócios no dia que me é consagrado, se achares o sábado um dia maravilhoso, se achares respeitável o dia consagrado ao Senhor, se tu o venerares não seguindo os teus caminhos, não te entregando às tuas ocupações e às conversações, 14então encontrarás tua felicidade no Senhor: eu te farei galgar as alturas da terra, e gozar a herança de Jacó, teu pai; porque a boca do Senhor falou. - Palavra do Senhor.





Salmo Responsorial(85)





REFRÃO: Ensinai-me os vossos caminhos / e na vossa verdade andarei.

1. Oração de Davi. Inclinai, Senhor, vossos ouvidos e atendei-me, porque sou pobre e miserável. Protegei minha alma, pois vos sou fiel; salvai o servidor que em vós confia. Vós sois meu Deus; - R.

2. tende compaixão de mim, Senhor, pois a vós eu clamo sem cessar. Consolai o coração de vosso servo, porque é para vós, Senhor, que eu elevo minha alma. - R.

3. Porquanto vós sois, Senhor, clemente e bom, cheio de misericórdia para quantos vos invocam. Escutai, Senhor, a minha oração; atendei à minha suplicante voz. - R.






Evangelho: Lucas 5, 27-32







Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas - Naquele tempo,27Depois disso, ele saiu e viu sentado ao balcão um coletor de impostos, por nome Levi, e disse-lhe: Segue-me. 28Deixando ele tudo, levantou-se e o seguiu. 29Levi deu-lhe um grande banquete em sua casa; vários desses fiscais e outras pessoas estavam sentados à mesa com eles. 30Os fariseus e os seus escribas puseram-se a criticar e a perguntar aos discípulos: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pessoas de má vida? 31Respondeu-lhes Jesus: Não são os homens de boa saúde que necessitam de médico, mas sim os enfermos. 32Não vim chamar à conversão os justos, mas sim os pecadores. - Palavra da salvação.





Reflexão:





Reflexão - Lc 5, 27-32 Nós queremos afastar os pecadores da Igreja e isso é o maior erro que podemos cometer. Jesus acolhia todos os pecadores e pecadoras e comia com eles, sendo que muitas vezes como, por exemplo, no evangelho de hoje, os chamava para ser seus seguidores, e até mesmo apóstolos. A nossa prática, no entanto, está na maioria das vezes fundamentada na discriminação das pessoas por causa de determinados tipos de pecado, e isso faz com que sejamos iguais aos fariseus do tempo de Jesus, que discriminavam os pecadores, os expulsavam do Templo e consideravam impuras todas as pessoas que se relacionavam com eles. Devemos acabar com o farisaísmo que muitas vezes marca a Igreja na discriminação dos pecadores e termos a atitude da acolhida que Jesus tinha.


Fonte: REDE VIDA

quinta-feira, 10 de março de 2011

QUARESMA

O QUE QUER DIZER "QUARESMA"?

A palavra Quaresma vem do Latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.

Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal.

O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais. Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir.

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.

Por CANTO DA PAZ

Liturgia 11 de Março de 2011

Primeira Leitura: Isaías 58, 1-9





DEPOIS DAS CINZAS
(roxo - ofício do dia)

Leitura do livro do profeta Isaías - Assim fala o senhor Deus, 1Clama em alta voz, sem constrangimento; faze soar a tua voz como a corneta. Denuncia a meu povo suas faltas, e à casa de Jacó seus pecados. 2Sem dúvida eles me procuram dia após dia, desejam conhecer o comportamento que me agrada, como uma nação que houvesse sempre praticado a justiça, sem abandonar a lei de seu Deus. Informam-se junto a mim sobre as exigências da justiça, desejam a presença de Deus. 3De que serve jejuar, se com isso não vos importais? E mortificar-nos, se nisso não prestais atenção? É que no dia de vosso jejum, só cuidais de vossos negócios, e oprimis todos os vossos operários. 4Passais vosso jejum em disputas e altercações, ferindo com o punho o pobre. Não é jejuando assim que fareis chegar lá em cima vossa voz. 5O jejum que me agrada porventura consiste em o homem mortificar-se por um dia? Curvar a cabeça como um junco, deitar sobre o saco e a cinza? Podeis chamar isso um jejum, um dia agradável ao Senhor? 6Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. 7É repartir seu alimento com o esfomiado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, 8Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda. 9Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; - Palavra do Senhor.





Salmo Responsorial(50)





REFRÃO: Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!

1. Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidão de vossa misericórdia, apagai a minha iniqüidade. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. - R.

2. Eu reconheço a minha iniqüidade, diante de mim está sempre o meu pecado. Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento. - R.

3. Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis. Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar. - R.






Evangelho: Mateus 9, 14-15







Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo,14Então os discipulos de João, dirigindo-se a ele, perguntaram: "Por que jejuamos nós e os fariseus, e os teus discípulos não?" 15Jesus respondeu: Podem os amigos do esposo afligir-se enquanto o esposo está com eles? Dias virão em que lhes será tirado o esposo. Então eles jejuarão. - Palavra da salvação.





Reflexão:





Reflexão - Mt 9, 14-15 As práticas religiosas não podem ser simples ritualismos que cumprimos por costume ou tradição. Os fariseus e os discípulos de João faziam jejum, cumprindo os valores tradicionais da religiosidade de sua época, mas o cumprimento desses valores não lhes foi suficiente para que se tornassem capazes de reconhecer o tempo em que estavam vivendo e por quem foram visitados, de modo que não puderam viver a alegria de quem tem o próprio Deus presente em suas vidas e nem puderam usufruir de forma mais plena essa presença de graça. Somente quem viver uma verdadeira religiosidade que seja capaz de estabelecer um relacionamento profundo e maduro com Deus e perceber os seus apelos nos dos sinais dos tempos pode colher os frutos dessa religiosidade.


Fonte: REDE VIDA

terça-feira, 8 de março de 2011

Música na Liturgia

CANTO E MÚSICA NA LITURGIA PÓS-CONCÍLIO VATICANO II

Princípios teológicos, litúrgicos, pastorais e estéticos


Texto produzido pelo setor “Música Litúrgica” da CNBB

Introdução

Este subsídio resume de maneira sugestiva o que de mais importante vem se definindo como
rumos e diretrizes para o fazer litúrgico-musical entre nós, desde a promulgação da Constituição
sobre a Sagrada Liturgia, do Concílio Vaticano II, em 1963. É o resultado significativo de sucessivos
encontros promovidos pelo Setor de Música Litúrgica da CNBB, ao longo do ano de 2004, nas
regiões Norte, Nordeste e Centro-Sul.
O mais desejável seria que todos os servidores da arte musical na Liturgia se dessem tempo,
regularmente, para meditar cada um dos documentos sobre música na Liturgia, especialmente, a
própria Sacrosanctum Concilium e, em nível de Igreja no Brasil, o caderno de “Estudos da CNBB”,
nº 79, (1998): A música litúrgica no Brasil1.
O tempo é de muita dispersão e deturpação. Uma enxurrada de coisas produzidas sem melhores
critérios e divulgadas sem maiores cuidados, com força devastadora, invade as mentes e os
corações dos fiéis menos avisados, solapando os fundamentos sólidos da fé e da piedade. Quando
se atenta para o antigo adágio “lex orandi lex credendi”2, percebe-se quão grave é a responsabilidade
de quem oferece subsídios para o cultivo da fé do Povo de Deus. E, a este respeito, quem desconhece
a importância do canto litúrgico, sua força motivadora e expressiva?...
O discernimento, então, se impõe como prática da vigilância cristã, tão cobrada pelo Mestre
dos Mestres, Jesus, sobretudo daqueles e daquelas que têm, por missão, alimentar, de maneira substanciosa,
a fé do Povo de Deus: “Quem é o administrador fiel e atento, que o Senhor encarregará
de dar à criadagem a ração de trigo na hora certa? Feliz aquele servo que o Senhor, ao chegar,
encontrar agindo assim!” (Lc 12,42-43).
1 A pedido da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, da CNBB, a editora PAULUS houve por bem publicar na
coleção “Documentos da Igreja”, num único volume, os “Documentos sobre a Música Litúrgica”, que vão do Motu
proprio “Tra le Sollecitudini” de Pio X (1903), ao “A Música Litúrgica no Brasil” (Estudos da CNBB, nº 79), 1998.
2 Isto é, a norma da oração é a norma da fé, ou seja, a oração é a condicionante mais importante da fé, ou ainda, a oração
é a expressão e o alimento mais importante da fé, ou seja, a gente crê do jeito que a gente ora.
I – Do ponto de vista teológico:
1) A Música Litúrgica brota da vida da comunidade de fé. É na contemplação da passagem do
Eterno no devir da Natureza e no correr da História... é na intuição do Mistério de Cristo no
cotidiano das pessoas e grupos humanos, que o autor e compositor litúrgico encontra sua
fonte primeira de inspiração 3.
2) A Música Litúrgica reflete necessariamente o Mistério da Encarnação do Verbo e, por isso
mesmo, assume as características culturais da música de cada povo, nação ou região 4.
3) A Música Litúrgica se enraíza na longa tradição bíblico-litúrgica judaica e cristã. Desta
tradição recebe a seiva que lhe garante a identidade, bem como o incentivo a beber na rica
fonte dos Salmos e demais cânticos bíblicos do Antigo e Novo Testamento. As melhores
composições produzidas ao longo da experiência celebrativa das Igrejas, todas elas de forte
inspiração bíblica, são também nossas melhores referências 5.
4) A Música Litúrgica se insere na dinâmica do memorial, própria e original da tradição judaico-
cristã: é canto, são palavras, melodias, ritmos, harmonias, gestos, dança... a serviço da recordação
dos fatos salvíficos, um passado significativo que aflora nos acontecimentos, no
hoje, no aqui-e-agora da comunidade cristã, a qual prolonga a experiência da Mãe do Senhor,
de quem se diz que guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração (Lc
2,19; cf. 51b)6.
5) A Música Litúrgica tem o papel pedagógico de levar a comunidade celebrante a penetrar
sempre mais profundamente o Mistério de Cristo7. Por sua força e suavidade, capacita-a,
com singular eficácia, a experimentar e entender, com todos os santos, qual a largura, o
comprimento, altura, a profundidade... (...) o amor de Cristo, que ultrapassa todo conhecimento
(Ef 3,18-19).
6) A Música Litúrgica brota da ação do Espírito Santo, que suscita na assembléia celebrante o
fervor e alegria pascais, provocando em quem canta uma atitude de esperança e amor, diante
da realidade em que vive8. Sua tônica principal é e será sempre a alegria escatológica:
mesmo vivendo em meio a rupturas dolorosas de todo tipo de opressão, exclusão e morte, a
Música Litúrgica expressa a esperança de um novo céu e uma nova terra (Ap 21,1; cf. Is
65,17)9.
7) A Música Litúrgica, a seu modo e por sua vez, expressa, finalmente, a natureza e sacramentalidade
da Igreja, Povo de Deus, Corpo de Cristo, na diversidade de seus membros e
ministérios, já que há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de
ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes atividades, mas é o mesmo Deus que
realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos
(1Co 12,4-7)10.
II – Do ponto de vista litúrgico:
1) A Música Litúrgica autêntica traz consigo o selo da participação comunitária. Ela reflete o
direito que todo cristão e toda cristã têm, por força do sacerdócio batismal, de expressar-se
como assembléia celebrante que louva e agradece, suplica e oferece por Cristo, com Cristo e
em Cristo, ao Pai, na unidade do Espírito Santo. Cantando, tocando e dançando, a assembléia
celebrante, qual nação santa, povo que ele conquistou, proclama os grandes feitos daquele
que nos chamou das trevas a sua luz maravilhosa (1Pd 2,9)11.
2) A Música Litúrgica manifesta o caráter ministerial de toda a Igreja, corpo de Cristo, ao
mesmo tempo, uno e diverso, com membros e funções diferentes, se bem que organicamente
convergentes: nem todos, a todo momento, fazem tudo. A um(a) cabe animar, a outro(a) interpretar.
A um(a), presidir, aos demais, responder. Um(a) é o(a) que proclama, os(as) demais
escutam. Embora todos e todas comunguem na mesma fé, vibrem na mesma alegria e,
a seu tempo, cantem em uníssono e se balancem no mesmo ritmo, em total sintonia e prazerosa
harmonia12.
3) A Música Litúrgica é música ritual. Como tal, ela tem um caráter exigentemente funcional,
precisando adequar-se à especificidade de cada momento ou elemento ritual de cada tipo de
celebração, à originalidade de cada Tempo Litúrgico, à singularidade de cada Festa13.
4) A Música Litúrgica está a serviço da Palavra. Sua grande finalidade é, portanto, realçar a
Palavra emprestando-lhe sua força de expressão e motivação. Jamais poderá, portanto, empaná-
la ou dificultar-lhe a audição, compreensão e assimilação14.
5) A Música Litúrgica expressa o mistério pascal de Cristo, de acordo com o tempo do ano litúrgico
e suas festas15.
III - Do ponto de vista pastoral:
1) A Música Litúrgica, por um lado, encarna as finezas e cuidados do Bom Pastor para com
seu rebanho. Quem exerce algum tipo de ministério litúrgico musical prima, então, por adequar-
se à diversidade dos ambientes sociais e culturais, às vivências e contingências do cotidiano,
às possibilidades e limitações de cada assembléia. Cabe-lhe, portanto, com sensibilidade
e sensatez, não só ajudar na escolha, no aprendizado e na utilização do repertório mais
conveniente, mas também cuidar oportunamente da formação litúrgico-musical da assembléia.
2) A Música Litúrgica, por outro lado, reflete aquela solidariedade que caracteriza os discípulos
de Cristo na sua relação com toda a Humanidade, pois, “as alegrias e as esperanças, as
tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem,
são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo.
Não se encontra nada de verdadeiramente humano que não lhes ressoe no coração. (...)
Portanto a comunidade cristã se sente verdadeiramente solidária com o gênero humano e
com sua história” 16.
3) A Música Litúrgica, enfim, é fruto da inspiração de quem vive inserido(a) no meio do povo
e no seio da comunidade eclesial, em profunda sintonia com o Mistério de Cristo, contemplado,
à luz das Escrituras, no dia-a-dia da vida17. Uma música assim produzida leva a assembléia
a celebrar, como Maria na casa de Izabel, a ação transformadora e libertadora do
Deus-Pastor. O Cântico de Maria, por sinal, cantado todas as tardes no Ofício de Vésperas
e no momento da comunhão nas festas marianas, é a grande referência do canto da Igreja,
onde cada autor e compositor deveria se espelhar.
IV – Do ponto de vista estético:
1) A Música Litúrgica, em todos os seus elementos, palavra, melodia, ritmo, harmonia... participa
da natureza simbólica e sacramental da Liturgia cristã, celebração do Mistério de
Cristo18.
2) A Música Litúrgica, ao mesmo tempo, brota da cultura musical do povo, de onde provêm
os participantes da assembléia celebrante. Nesta cultura, então, é que, prioritariamente, busca
e encontra os gêneros musicais que melhor se encaixem na variedade dos Tempos Litúrgicos,
das Festas e dos vários momentos ou elementos rituais de cada celebração: toda linguagem
musical é bem vinda, desde que seja expressão autêntica e genuína da assembléia19.
3) A Música Litúrgica privilegia a linguagem poética. Toda autêntica experiência de oração é
antes de tudo uma experiência poética, e a linguagem poética, portanto, é a que mais se ajusta
ao caráter simbólico da Liturgia. Evitem-se, portanto, textos de cunho explicativo ou didático,
textos doutrinários, catequéticos, moralizantes ou ideologizantes, estranhos à experiência
propriamente celebrativa20.
4) A Música Litúrgica prioriza o texto, a letra, colocando tudo mais a serviço da plena expressão
da palavra, de acordo com os momentos e elementos de cada rito21: uma coisa é
musicar um texto para canto de abertura, outra é musicar um texto como salmo responsorial;
uma coisa é musicar uma aclamação ao Evangelho, outra, musicar um texto para a procissão
das oferendas ou da comunhão; uma coisa é musicar um texto para o ato penitencial, outra
musicar a aclamação angélica do “Santo”; uma coisa é musicar a prece eucarística, outra a
bênção da água batismal, outra, ainda, o invitatório no início do Ofício Divino; uma coisa é
musicar um repertório para o Tempo da Quaresma, outra musicar um repertório para a Festa
do Natal... Muito vai depender, também, da própria experiência litúrgico-espiritual de quem
compõe ou da assembléia para a qual se compõe.
5) A Música Litúrgica é chamada a realizar perfeita simbiose (combinação vital) entre a palavra
(texto, letra) e a música que a interpreta. Esta simbiose implica, inclusive, em que o
texto seja composto de tal maneira que a métrica e a cadência dos versos, bem como os acentos
das palavras sejam convenientemente levados em conta pela música, evitando-se descompassos,
desencontros e dissonâncias entre o embalo da música e a cadência dos versos
ou os acentos de cada palavra22.
6) A Música Litúrgica prescinde de tensões harmônicas exageradas. A riqueza de expressão do
sistema modal do canto gregoriano e a grandiosidade da polifonia sacra continuam sendo
referenciais inspiradores para quem se dedica ao fazer litúrgico-musical.
7) A Música Litúrgica, ao ser executada, embora se destine a ser expressão autêntica de tal ou
qual assembléia, prima por manter-se fiel à concepção original do(a) autor(a), conforme
está expressa na partitura, sob pena de perder as riquezas originais da sua inspiração e, conseqüentemente,
empobrecer-lhe a qualidade estética e densidade espiritual.

Exultai, justos, no Senhor,
que merece o louvor dos que são bons.
Louvai o Senhor com cítara,
com a harpa de dez cordas cantai-lhe.
Cantai-lhe um cântico novo,
tocai a cítara com arte, bradai.
(Sl 33,1-3)
Primeira leitura (Tobias 2,9-14)

Leitura do Livro de Tobias.

Eu, Tobias, na noite de Pentecostes. depois de ter sepultado um morto, 9tomei banho, entrei no pátio de minha casa e deitei-me, junto à parede do pátio, deixando o rosto descoberto por causa do calor. 10Não sabia que, na parede, por cima de mim, havia pardais aninhados. Seu excremento quente caiu nos meus olhos e provocou manchas brancas. Fui procurar os médicos para me tratarem. Quanto mais remédios me aplicavam, mais meus olhos se obscureciam com as manchas, até que fiquei completamente cego. Durante quatro anos estive privado da vista. Todos os meus irmãos se afligiram por minha causa. Aicar cuidou do meu sustento, durante dois anos, até que partiu para Elimaida. 11Naquela ocasião, Ana, minha mulher, dedicou-se a trabalhos femininos, tecendo lã. 12Entregava o produto aos patrões e estes lhe pagavam o salário. No sétimo dia do mês de Distros, ela separou a peça de tecido que estava pronta, e mandou-a aos patrões. Estes pagaram-lhe todo o salário e ainda lhe deram um cabrito para a mesa. 13Quando entrou em minha casa, o cabrito começou a balir. Chamei minha mulher e perguntei-lhe: “De onde vem este cabrito? Não terá sido roubado? Devolve-o a seus donos, pois não temos o direito de comer coisa alguma roubada”. 14Ela respondeu-me: “É um presente que me foi dado além do salário”. Mas não acreditei nela e insisti que o devolvesse aos patrões, ficando bastante contrariado por causa disso. Ela então replicou: “Onde estão as tuas esmolas? Onde estão as tuas obras de justiça? Vê-se bem em ti o que elas são!”

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.




Salmo (Salmos 111)


— O coração do justo é firme e confiante no Senhor.
— O coração do justo é firme e confiante no Senhor.

— Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos!
— Ele não teme receber notícias más: confiando em Deus, seu coração está seguro. Seu coração está tranquilo e nada teme, e confusos há de ver seus inimigos.
— Ele reparte com os pobres os seus bens, permanece para sempre o bem que fez. e crescerão a sua glória e seu poder.



Evangelho (Marcos 12,13-17)



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 13as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. 14Quando chegaram, disseram a Jesus: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: E lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?” 15Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: “Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja”. Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?” 16Eles responderam: “De César.” 17Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. E eles ficaram admirados com Jesus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



Reflexão - Mc 12, 13-17 Dois pontos nos são sugeridos pelo Evangelho de hoje. O primeiro é: por que nos aproximamos de Jesus? Condenamos as autoridades porque mandaram pessoas até Jesus para o apanharem em alguma palavra, mas muitas vezes nos aproximamos de Jesus para a satisfação de nossos interesses pessoais e não para o encontro pessoal com aquele que é nosso Deus e que nos ama com amor eterno. O segundo é: dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, o que significa que César deve dar a Deus o que é de Deus, de modo que Jesus nos mostra também as responsabilidades dos dirigentes das nações em relação a Deus e nós devemos cobrar isso deles.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Verde. 2ª-feira da 9ª Semana Tempo Comum


1ª Leitura - Tb 1,3; 2,1a-8 Tobias andava nos caminhos da verdade e da justiça.

Início do Livro de Tobias 1,3; 2,1a-8

1,3Eu, Tobit, andei nos caminhos da verdade e da justiça,
todos os dias da minha vida.
Dei muitas vezes esmolas aos meus irmãos e compatriotas,
que comigo foram deportados para Nínive,
no país dos assírios.
2,1aNo dia da nossa festa de Pentecostes,
que é a festa das Sete Semanas,
prepararam-me um excelente almoço,
e reclinei-me para comer.
2Quando puseram a mesa com numerosas iguarias,
disse ao meu filho Tobias:
'Vai, filho, vai procurar,
entre nossos irmãos deportados em Nínive,
algum que, de todo o seu coração, se lembre do Senhor,
e traze-o aqui para comer comigo.
Assim, meu filho, ficarei esperando até que voltes.
3Tobias saiu, pois, à procura de um pobre entre nossos irmóos.
E voltou dizendo: 'Pai!'
Respondi: 'Que há, meu filho?'
Continuou Tobias: 'Um homem do nosso povo
foi morto e lançado à praça pública.
E ainda se encontra lá, estrangulado'.
4Levantei-me de um salto,
deixando o almoço, sem prová-lo.
Tirei o cadáver do meio da praça
e depositei-o numa das dependências da casa,
esperando o pôr-do-sol para enterrá-lo.
5Ao voltar, lavei-me e, entristecido,
tomei minha refeição.
6Lembrei-me das palavras do profeta Amós,
ditas contra Betel:
'Vossas festas se transformarão em luto
e todos os vossos cantos em lamentação'.
7E chorei.
Depois que o sol se escondeu,
fui cavar uma sepultura e enterrei o cadáver.
8Meus vizinhos zombavam, dizendo:
'Ele ainda não tem medo.
Já foi procurado para ser morto por este motivo,
e teve que fugir.
No entanto, está de novo sepultando os mortos!'
Palavra do Senhor.



Salmo - Sl 111,1-2. 3-4. 5-6 (R. 1a) R. Feliz aquele que respeita o Senhor!


Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia


1Feliz o homem que respeita o Senhor *
e que ama com carinho a sua lei!
2Sua descendência será forte sobre a terra, *
abençoada a geração dos homens retos!R.

3Haverá glória e riqueza em sua casa, *
e permanece para sempre o bem que fez.
4Ele é correto, generoso e compassivo, *
como luz brilha nas trevas para os justos.R.

5Feliz o homem caridoso e prestativo, *
que resolve seus negócios com justiça.
6Porque jamais vacilará o homem reto, *
sua lembrança permanece eternamente!R.



Evangelho - Mc 12,1-12 Agarraram o filho querido, o mataram,
e o jogaram fora da vinha.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 12,1-12
Naquele tempo:
1Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes,
mestres da Lei e anciãos, usando parábolas:
'Um homem plantou uma vinha, cercou-a, fez um lagar
e construiu uma torre de guarda.
Depois arrendou a vinha a alguns agricultores,
e viajou para longe.
2Na época da colheita,
ele mandou um empregado aos agricultores
para receber a sua parte dos frutos da vinha.
3Mas os agricultores pegaram no empregado, bateram nele,
e o mandaram de volta sem nada.
4Então o dono da vinha mandou de novo mais um empregado.
Os agricultores bateram na cabeça dele e o insultaram.
5Então o dono mandou ainda mais outro, e eles o mataram.
Trataram da mesma maneira muitos outros,
batendo em uns e matando outros.
6Restava-lhe ainda alguém: seu filho querido.
Por último, ele mandou o filho até aos agricultores,
pensando: 'Eles respeitaróo meu filho'.
7Mas aqueles agricultores disseram uns aos outros:
'Esse é o herdeiro.
Vamos matá-lo, e a herança será nossa'.
8Então agarraram o filho, o mataram,
e o jogaram fora da vinha.
9Que fará o dono da vinha?
Ele virá, destruirá os agricultores,
e entregará a vinha a outros.
10Por acaso, não lestes na Escritura:
'A pedra que os construtores deixaram de lado,
tornou-se a pedra mais importante;
11isso foi feito pelo Senhor
e é admirável aos nossos olhos'?'
12Então os chefes dos judeus procuraram prender Jesus,
pois compreenderam que havia contado a parábola para eles.
Porém, ficaram com medo da multidão
e, por isso, deixaram Jesus e foram-se embora.
Palavra da Salvação.



Reflexão - Mc 12, 1 12 O que aconteceu com os vinhateiros apresentadas na parábola do evangelho de hoje pode acontecer a todos nós principalmente quando nos deixamos levar pelo desejo de ter poder e de ter riquezas, que nos leva à tentação de nos apossarmos de tudo, inclusive das coisas de Deus e até mesmo do próprio Deus e a queremos usar de tudo isso em nosso próprio benefício. Quando fazemos isso, estamos na verdade rejeitando a presença do próprio Cristo em nossas vidas, que se dá também por meio dos pobres e necessitados que procuram a misericórdia do nosso coração e não o nosso autoritarismo e a nossa prepotência em relação a eles.

CNBB

O que é liturgia

O que é Liturgia?

Liturgia não é apenas uma encenação da vida, paixão, morte e ressurreição de um tal de Jesus de Nazaré. Liturgia não é cerimônia, nem folclore muito menos patrimônio cultural da sociedade.

Sempre iniciamos as nossas celebrações com o sinal-da-cruz, pois na Liturgia o Pai realiza o "mistério de sua vontade" entregando seu Filho bem-amado e seu Espírito para a salvação do mundo e para a glória de seu nome.

No Egito, na antiguidade, Deus passou no meio do povo e libertou-o. Há dois mil anos, Deus se fez homem em Jesus Cristo que pregou definitivamente consigo na cruz todos nossos pecados e nos libertou da morte.

Deus passa no meio de nós pela liturgia. Páscoa significa passagem. Liturgia é Páscoa!

A palavra "liturgia" significa originalmente "obra pública", "serviço da parte do povo e em favor do povo". Na tradição cristã, ele quer significar que o povo de Deus torna parte na "obra de Deus". Pela Liturgia, Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua em sua Igreja, com ela e por ela, a obra de nossa redenção.

A liturgia: obra da Santíssima Trindade
"Na liturgia da Igreja, Deus Pai é bendito e adorado como a fonte de todas as bênçãos da criação e da salvação, com as quais nos abençoou em seu Filho, para dar-nos o Espírito da adoção filial."

"A obra de Cristo na liturgia é sacramental porque seu mistério de salvação se torna presente nela mediante o poder de seu Espírito Santo; porque seu corpo, que é a Igreja, é como que o sacramento (sinal e instrumento) no qual o Espírito Santo dispensa o mistério da salvação; porque por meio de suas ações litúrgicas a Igreja peregrina já participa, por antecipação, da liturgia celeste."

"A missão do Espírito Santo na liturgia da Igreja é preparar a assembléia para encontrar-se com Cristo; recordar e manifestar Cristo à fé da assembléia; tornar presente e atualizar a obra salvífica de Cristo por seu poder transformador e fazer frutificar o dom da comunhão na Igreja."

A Missa é uma reunião da grande família de Deus, que agradece e louva ao Senhor, pede perdão por seus pecados e se alimenta com o corpo de Jesus, que nos revigora e dá forças ao Espírito para levarmos avante a nossa missão de católicos.

A Missa é dividida em partes: Entrada, Saudação, Ato Penitencial, Glória, Leituras, Homília, Oração dos fiéis, Ofertório, Oração Eucarística, Pai Nosso, Oração pela Igreja, Saudação da Paz, Cordeiro de Deus, Comunhão, Ação de Graças e Despedida.

Texto retirado do Portal dos Anjos